DeiaKY

 

"Sonhos são como deuses... eles deixam de existir quando não se acredita mais neles." Sandman - Neil Gaiman

24/02/2009 15:17



“É ortodoxo aquele que aceita as verdades recebidas quanto à relação do homem com a divindade. É herético aquele que se recusa a partilhar dessa comunhão”.

Heresia significa escolha. Da palavra grega; “airesis”. E “electivo” de origem latina.

Quem não gosta de um assunto polemico, como por exemplo a heresia, o conflito com a igreja. O tema é bastante amplo, desde a criação do universo até os dias atuais. A opinião da igreja diferindo com a ciência.

Esse tema é discutido por Tereza Aline, na obra “As Heresias Medievais (A heresia no universo da ordem, As doutrinas heréticas na Europa, Arte e heresia).

__“Por que a heresia é um tema tão polêmico?
__ Pelo fato de a Igreja de Roma ter conseguido manter-se como a diretora da consciência e detentora das verdades da cultura religiosa ocidental. Por meio de seu poder, a Igreja destruiu todo o saber que não lhe interessava. Quando estudamos a heresia, somos obrigados a estuda-la através da documentação do inimigo, ou seja, a Igreja.

__ A heresia é uma ruptura com a cultura, com a tradição?
__ Não. A heresia muitas vezes insere-se em uma outra tradição, às vezes até mais antiga que o catolicismo. Por outro lado, as manifestações heréticas são expressões absolutamente coerentes com o momento histórico em que surgem.”


Tereza Aline Pereira de Queiroz, nasceu em 1949 em São Paulo. É formada em História na Universidade de SP, com mestrado sobre a política do século XV, também pela USP. Morou na França, onde participou de seminários. Trabalha no Departamento de História da USP, onde leciona História Medieval e História das Idéias.

enviada por Deia



30/01/2009 22:00



A obra “Vida e Sexo”, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito de Emmanuel, nos ensina a doutrina espírita, fala sobre a canalização da energia sexual. Além de abordar temas sobre casamento, filhos e divórcio.

Francisco Cândido Xavier, mais conhecido como Chico Xavier, nasceu em Pedro Leopoldo em Minas Gerais, em 02/04/1910, faleceu em 30/06/2002. Sua mediunidade manifestou-se com quatro anos de idade, ele via e ouvia os espíritos.

Psicografou mais de quatrocentos livros. Todos os direitos autorais vão para as organizações espíritas e instituições de caridade.

Faleceu em decorrência de uma parada cardíaca. Ele pediu a Deus que sua morte fosse em um dia alegre, pois assim ninguém ficaria triste, e no dia de seu falecimento, o país comemorava a conquista da Copa do Mundo em 2002.
enviada por Deia



20/12/2008 13:25
Esse post contém spoiler (“A Viagem de Théo – Romance das Religiões”, de Catherine Clément).

Uma obra que nos conta sobre religião, envolvendo história, curiosidades sobre os países quanto a cultura e devoção, quem foi Maomé, o que o catolicismo, xintoísmo, budismo, quem são os mulçumanos etc. Pensamos ser um livro maçante, mas não é o que acontece, pois ela é narrada em forma de romance, como o próprio nome já diz: o romance das religiões.

O protagonista da história é Théo, um adolescente francês inteligente que precisa de alguns cuidados da família, pois o jovem sofre de uma doença que o impede de ficar muito tempo andando, ele tem passado a maior parte de seu tempo na cama. Seus pais e irmãos sentem-se acabados, pois nem os melhores médicos conseguem cura-lo.

Marthe, a tia de Théo, uma viúva milionária sem filhos, decide leva-lo para uma viagem através das religiões no mundo, como diz a lenda que os métodos religiosos também podem curar. A mãe do jovem acha essa idéia absurda, mas seu marido (irmão de Marthe) faz muda-la de idéia, afinal eles mesmos não conseguiram cura-lo. Quanto a escola, Théo estava um ano adiantado então isso não o impediria de viajar.



Esse roteiro no mundo seria como uma brincadeira, isso para não tornar a viagem cansativa para Théo. Como num jogo de computador do jovem, ele só passaria de fase se ele descobrisse um dos segredos para seguir adiante, e quem dava a dica no jogo era uma linda pitia. E quanto a viagem seria assim, Théo e a tia só seguiriam rumo ao próximo país se ele adivinhasse o nome do lugar, e quem daria a dica seria Fatou, uma garota da mesma idade de Théo, (que mais tarde descobrimos ser sua namorada) estudam juntos e ela não sai da casa dele. Tia Marthe deixa algumas dicas sobre o país, se ele não adivinhasse, ele teria o direito de ligar para Fatou para que ela o ajudasse.

Durante a viagem, tia Marthe levaria Théo aos melhores hospitais em cada país para seguir com os exames sobre sua saúde. E sempre ligar para os pais de Théo para saber como andava a viagem.

O primeiro lugar a visitar é onde há os conflitos por religião; Jerusalém. Os guias de Théo são três, cada um com uma religião diferente, mas todos acreditando num único Deus, podendo ou não ser chamado por Alá. Eles escolhem os lugares para Théo conhecer, como o muro das lamentações, algumas vezes eles entravam em divergências por causa de opiniões religiosas. Théo anotava tudo em seu caderninho, sentiu saudade dos três guias depois da despedida.



Após Jerusalém, foi Egito. Théo se encantou pelo lugar, a amiga de tia Marthe, a guia já o esperavam. Elas se preocuparam demais com o jovem, pois ele só queria saber de conhecer as múmias, tumbas, sobre as lendas referente a morte dos deuses egípcios. E achavam que esse também era o motivo de sua saúde não melhorar, ele só se interessava por coisas mortuárias. Elas levaram Théo num ritual, e lá uma senhora fez Théo dançar e entrar em transe. No dia seguinte ele comentou com sua tia sobre algo que ele ouviu durante o transe, como se uma parte dele tivesse falando com ele. Tia Marthe imaginou ser o espírito do gêmeo morto, no parto, Théo perdeu o irmão e nunca soube, pois seus pais sempre esconderam esse fato.



O próximo rumo, Itália, lá um amigo de tia Marthe mostrou o Vaticano. Ele achou que Roma não teria nada de interessante após conhecer o Cairo. E após ouvir uma conversa de sua tia com os amigos italianos, ele achou que sua saúde estava piorando, pois ele ouviu que viriam várias pessoas para vê-lo. Ele deduziu que essas pessoas seriam uma equipe médica, para sua surpresa vieram seus pais, ele adorou a surpresa. E a despedida no aeroporto foi muito triste.



Saindo da Itália, seguiram para a Índia. Lá Theo conheceu a linda amiga de tia Marthe, que o levou para conhecer o hindú, com seus vários deuses. Não tinha como anotar em seu caderninho, pois tamanha era a quantidade de informações sobre os vários deuses hindús.

O jovem ganhou um guia espiritual, aprendeu a meditar, e para a surpresa de todos, em seu próximo exame médico o resultado foi de melhoras. Tia Marthe imaginou que o motivo dessa melhora foi o ritual no Egito e também por ele aprender a respirar melhor com as aulas com o seu guia religioso indiano.



Após Índia, foi a vez de Himalai e depois Jacarta, com as características religiosas muito parecidas com o da Índia.

Depois do ocorrido no Egito, o transe, Théo tem a impressão de que alguém conversa com ele, como se fosse um irmão gêmeo.

No avião a caminho do próximo país, Théo já começou a achar que a viagem estava se tornando cansativa, os guias amigos de tia Marthe eram inteligentes, mas ele sentia falta de pessoas de sua idade, a maioria deles eram velhos. Quando o avião pousou no Japão, a amiga de Marthe, a que seria a guia naquele país estava atrasada, enquanto sua tia telefonava, Théo olhava para as pessoas ao redor e de repente aparece uma japonesinha de mini saia mais ou menos da sua idade dizendo que estava procurando uma ocidental acompanhado de um rapazinho, e não é que eram eles que a oriental estava procurando, e ela que é a amiga de tia Marthe. Elas se conheceram na última viagem que Marthe fez ao Japão. Théo conheceu o xintoísmo e o budismo, presenciou a cerimônia do chá, as cerejeiras, mas foi no teatro nô que o inesperado aconteceu, ele viu o espírito de seu irmão gêmeo no palco, somente ele viu, mas não teve medo, ele ficou feliz.

Após o ocorrido tia Marthe ligou para mãe de Theo para falar o que aconteceu, e aconselhou a contar a verdade sobre a morte do irmão gêmeo para Théo.



No Japão, Théo se divertiu bastante mas por causa da companhia da garota. É no trecho da viagem a esse país que descobrimos que Fatou é namorada do jovem. Pois em uma das ligações Fatou fica triste por ele não ligar direto pra ela, e pergunta o que está acontecendo com ele. Ele diz não estar havendo nada, mas na verdade ele está apaixonado pela guia, e ela por ele, até trocaram beijos, e tia Marthe não gostou nada disso por causa de Fatou. A despedida foi sofrida para Théo, pela primeira vez o jovem chorou por uma garota, tia Marthe quem o consolou.

Agora o caminho é a Rússia, viu que as pessoas além de acreditarem em Deus, também praticam seus rituais.

De lá seguiram para Istambul, onde há os muçulmanos, conheceu o sufismo e o dervixe, onde os religiosos dançam rodando sem parar.

O próximo país é na África; Senegal, onde os diolas usam os animais em rituais curando doentes. Tia Marthe não se sentiu bem num ritual, ela que nunca acreditou que algo parecido pudesse ocorrer com ela, sentiu os espíritos nos rituais.



Da África foram direto para o Brasil, ficaram pouco tempo no Rio de Janeiro, o estudo religioso se deu em Salvador. A maioria acredita no candomblé, uma espécie de ritual muito parecido com o dos africanos, aliás, o candomblé e seus deuses são todos de origem africana, trazidos pelos escravos nos navios negreiros ao Brasil. Foi nesse país que tia Marthe se apaixonou pelo guia, um brasileiro professor de história.

Sobre a história do irmão gêmeo, sua mãe acabou contando a verdade a Théo em uma das ligações. Mas na verdade era uma menina, uma irmã que Théo já sabia.

Quanto aos exames médicos, constatou-se que milagrosamente Théo estava curado.

A próxima aventura foi nos EUA, dessa vez eles tinham um acompanhante, o professor de história brasileiro. Théo conheceu sobre a igreja batista, Lutero, Calvino, Martin Luther King e protestantismo.

Praga, foi o próximo lugar a conhecer, um país judeu.

E o último país para terminar a viagem, foi um lugar que Théo sempre adorou suas lendas, suas histórias, a Grécia, com as maravilhosas histórias dos deuses gregos. E matou a saudade de sua avó e suas delícias culinárias.

Mais tarde, ainda na Grécia, Théo teve uma surpresa, o casamento de tia Marthe com o brasileiro, e quem chega para o casamento? Seus pais e seus irmãos. Sua mãe já estava com um barrigão, sim ela estava grávida, um ano sem ver seus pais. Théo ficou muito feliz ao saber da gravidez, pois quando ela contou à ele sobre a morte do gêmeo, ele disse a ela que poderia providenciar um outro bebê.

Também estavam todos os guias amigos de Marthe que ele conheceu em cada país, menos um dos três senhores que apresentou Jerusalém, ele tinha falecido, Théo ficou extremamente triste juntamente com os outros dois guias que acompanharam no estudo religioso. Notou também que a garota japonesa não estava entre eles, ela se mudou para França, o país onde morava sua mãe biológica e se casou com o namorado francês. E junto aos seus guias estava a pitia que dava as dicas para Théo, pois sem ela, ele não teria avançado sua viagem com as adivinhações de tia Marhte. Fatou, a pitia, estava linda com a roupa de sacerdotisa. Os dois jovens falaram do futuro e em casamento.



A autora da obra, Catherine Clément nasceu na França em 1939, estudou filosofia e ciências humanas. Iniciou sua carreira escrevendo livros filosóficos e históricos.
enviada por Deia



30/11/2008 19:58
Esse post contém spoiler, Saga de “Bento”, de André Vianco.

Imagine um dia corriqueiro de nossas vidas, voltando do serviço, ou indo à faculdade, se preparando para o encontro com a namorada ou namorado, você liga o “Jornal Nacional” e se depara com o William Bonner noticiando uma epidemia em nosso país, pessoas que adormecem e não acordam mais, mas estranhamente suas funções vitais estão normais. E outras que acordam parecendo estar infectadas, olhos vermelhos, atacando os próprios familiares como bichos. Hospitais lotados e os médicos tentando descobrir que nova doença está assolando a população. E para sua surpresa seu amigo ou vizinho, ou até mesmo alguém de sua própria família também está doente.



Esse é o início de uma saga cheia de terror de André Vianco, “Bento, herói humano, inimigo vampiro”, adormecidos que despertam e tornam-se vampiros. Alguns dormem por mais de dez anos, e quando acordam encontram o mundo diferente. E Lucas é o último Bento despertado, Bento são os cavaleiros do bem. Sim, cavaleiros, pois carro já está se tornando objeto raro, pois falta combustível, os Bentos montam em cavalos, combatem os vampiros com suas armaduras de prata. Inexplicavelmente, eles despertam diferentemente de outros, há os que adormeceram e acordam como um humano normal como eles sempre foram. Diferentemente, os Bentos, eles ganharam o dom. Como Lucas, o último Bento desperto, que quando acordou indagou como ele pode ser um Bento, não tem nada de diferente nele, um humano comum, trabalhava numa empresa, era um simples funcionário. E agora nesse novo mundo, ele era considerado um humano sagrado, (pois através dele, os Bentos se reuniriam para concretizar o milagre) ele era magro, não tinha corpo pra combate. E qual a lógica divina de um homem despertar como Bento? Ele nunca fez nada de bom ou divino antes de adormecer, aliás, um dos Bentos era um presidiário. Os próprios Bentos não encontravam respostas para tantas dúvidas. Mas uma coisa eles sabiam, seus sangues não eram bons para os vampiros, mas poderiam ser mortos em batalhas, só não tinham seus pescoços sugados por essas criaturas.

Os que despertavam vampiros precisavam de sangue para sobreviver, eles mantinham estoque de humanos adormecidos para se alimentarem, ou se alimentavam e matavam quem estivesse vivo. Os Bentos viviam em quartéis espalhados em vários locais do Brasil, protegendo os humanos, e também os humanos adormecidos. Os quartéis eram como se fosse uma mini cidade com muros sendo protegidos.



“O Vampiro-Rei 1”, continuação de “Bento”, deparamos com Lúcio, um humano traidor que quer tornar-se vampiro, torna-se lacaio de Cantarzo, o futuro líder dos vampiros. Cantarzo está dentro de um simples caixa de madeira, e o objetivo do lacaio é levá-lo à bruxa Tereza, onde ela reside ao norte do Brasil, fazendo Cantarzo tornar-se o Rei dos vampiros. E em “O Vampiro-Rei 2”, Cantarzo torna-se um Rei difícil de se combater, e o nosso guerreiro da luz, Lucas e o restante dos Bentos terão de combate-lo. A história da vida de Cantarzo também é contada, a época em que ele ainda era um humano, e por incrível que pareça, no desenrolar da história descobrimos que ele é irmão do Bento Lucas.

A narrativa de Vianco nos prende, com falas regionais de certos personagens, usando até mesmo gírias. Ele cita também programas de TV que realmente existem, como o “Jornal Nacional”. Os combates entre os vampiros e os humanos, nos empolgam tanto, que parece que estamos vivenciando o momento junto com os personagens, ficamos torcendo e dizendo com a nossa mente “saia daí, o vampiro vai te pegar”, ou “corra, corra, eles estão atrás de você”. Outra coisa que nos prende é o cenário, ruas e locais que conhecemos, um supermercado famoso perto de nossa casa, a rua que passamos todos os dias para ir trabalhar. Isso faz nossa mente criar a narrativa no lugar que conhecemos. Ou até mesmo imaginar o famoso Hospital das Clínicas desativado, infestado de vampiros, uma toca para esses seres noturnos.

Vianco nos envolve até com a música que os personagens estão ouvindo. Nosso cérebro se recorda da canção e nos vemos cantando enquanto estamos presos a sua narrativa. Como por exemplo numa batalha onde um humano está em um veículo cercado de vampiros, e pra distrair a tensão, ele aperta o play e ouve “I Believe in Miracle” (Eu acredito em milagres) dos Ramones, pois realmente, o que o personagem precisa nesse momento é de um milagre para ser salvo. Ou tente imaginar, o quartel, onde as pessoas nem ouvem mais músicas por falta de eletricidade, mas numa comemoração, alguém consegue fazer um rádio funcionar, e toca Roberto Carlos, você também acaba se emocinando junto com aquele personagem que relembra da música na época em que o mundo era normal.

A fantasia de Vianco é extraordinária, indo de vampiros a boitatá, bruxas e samurais japoneses.



André Vianco é um dos raros brasileiros que consegue viver somente através dos livros publicados. Nasceu em São Paulo, crescido em Osasco, e lugar onde mora até hoje. Já trabalhou como entregador de pizza na adolescência, seu último emprego foi numa operadora de cartão de crédito, onde foi mandado embora, e com o dinheiro do FGTS imprimiu 1000 cópias de seu primeiro best-seller “Os Sete” oferecendo às livrarias (no ano de 2000) no ano seguinte a Editora Novo Século interessou-se por sua obra e o publicou, editora com quem até hoje o autor trabalha.

Curiosidade sobre o autor: o sobrenome Vianco, é artístico, adotou em homenagem a Osasco, por causa da Rua Dona Primitiva Vianco.

enviada por Deia



26/10/2008 18:31
Em todos os momentos estive perto da resposta, fechei meus olhos por medo da verdade.
Enfrentei tempestades e dias lamuriosos, me escondi da cortina da verdade.
Dores causadas pelo que todos já sabem, apenas fingem estar corretos em continuar vivendo nessa farsa.
A nebulosidade criada por nós mesmos, falsidades estampadas num profundo olhar, faces sorrindo por seu desespero.
Aos poucos vejo as nuvens desfazendo cada pecado.
(XXVIII-II-VII)
enviada por Deia



19/10/2008 15:36


Esse post contém spoiler, "À Espera de um Milagre", Stephen King.

Ler "À Espera de um Milagre" de Stephen King faz refletirmos sobre o que se passa na mente de um homem antes de ser executado na cadeira elétrica, seus crimes até a sua assombrosa morte.

Paul Edgecombe, principal personagem da trama, vive agora num asilo onde recorda a época em que trabalhava como guarda na penitenciária de Cold Mountain, vivendo os maus tratos de um funcionário do asilo, fazendo-o lembrar de um guarda mau que trabalhava com ele no presídio. Edgecombe era o chefe da guarda da ala do corredor da morte, teve grande contato com os presos antes da condenação à cadeira.

Sua rotina mudou com a chegada do preso John Coffey, condenado por estuprar e assassinar duas garotinhas. Mas a mente de Edgecombe se intrigava pelo jeito de Coffey, tinha algo nele muito estranho, não conversava, vivia chorando em sua cela, e havia algo de dócil em seus olhos. Mas a corte não errara em seu julgamento, levado a júri popular e condenado à cadeira da morte, o júri se impressionou pelo porte do preso, negro alto e forte, a promotoria não hesitou em dizer como um monstro daquele tamanho não teve pena em chocar o crânio um contra o outro das garotinhas brancas.

A suspeita da condenação de Coffey aumentou quando um dia Edgecombe, estava passando muito mal, pois sofria de uma complicação renal, o condenado pediu ao guarda para que ele entrasse em sua cela para poder conversar, alegando que não poderia ser através das grades, Paul Edgecombe hesitou mas acabou entrando na cela, Coffey lhe segurou os braços, nisso o guarda viu uma fumaça preta sair de sua própria boca, como se estivesse sendo sugada por Coffey, e logo em seguida ele cuspiu e a fumaça desapareceu. Paul achou que tivesse tido uma ilusão, mas estranhamente sua complicação renal desaparecera.

Edgecombe teve a certeza do poder de cura quando ele curou o ratinho de estimação de um preso francês. O condenado e seu animalzinho eram muito queridos pelos funcionários da ala do corredor da morte, devido a simpatia do preso, e o seu jeito preocupado em cuidar e adestrar seu rato. A simpatia e a educação do francês fazia com que todos pensassem em como ele poderia ter estuprado crianças e ateado fogo. Um dia o condenado estava mostrandos aos guardas uma nova peripécia que ele ensinou ao ratinho, ele conseguia fazer o animal correr atras de um dedal após arremessá-lo e trazer de volta até o francês, nisso, o dedal rodopiou até o corredor que leva até a sala da cadeira elétrica, e o rato correu para pegar, e o funcionário que todos odiavam por ser prepotente devido ao parentesco com o governador, esmaga o rato com o pé. Todos os guardas ficam chocados com a cena estúpida, e o francês vendo toda a brutalidade se desespera. Coffey pede aos guardas que lhe dêem o rato pois ele ainda respirava, mesmo com a coluna esmagada. Coffey faz a mesma coisa que fez com Paul, e o ratinho sai correndo da cela de seu salvador e volta para a cela de seu dono.

O funcionário que tentou matar o rato se vinga do francês no dia de sua morte. Stephen King descreve tal cena num modo chocante, impressionante o horrendo. O francês sentado na cadeira elétrica, e o guarda impiedoso não toma as procedimentos corretos para a execução, ele não deixa a esponja molhada na cabeça do francês, e o condenado é fritado na cadeira, onde o público (na condenação por cadeira elétrica era obrigado a ter testemunhas, normalmente parente da vítima, para sertificar-se que a justiça foi cumprida; hoje esse tipo de condenação foi extinta) assistia a agonia do preso, os gritos, passando se longos minutos até ser completamente morto. O guarda não sabia que o resultado seria esse, ele já não sabia mais o que fazer, nem ele nem Paul, e a platéia pedia para que isso acabasse logo, o cheiro de carne, do cabelo queimado era desesperador.

Após o fato ocorrido Paul e seus colegas de trabalho conseguem prender o guarda impieodoso numa cela como um castigo pelo que cometeu com o francês. Mas na realidade isso era uma forma de tirar Coffey da cela, sem que pudessem ser dedurados, e levá-lo até a casa do diretor para salvar a esposa de seu chefe, pois ela estava sofrendo devido ao câncer. Assim que Coffey passou pela sala da cadeira da morte, ele parou, e Paul perguntou o porque dele estar imóvel, o que ele disse chocaram os guardas; que os condenados ainda permaneciam alí, e seus gritos eram aterrorizantes. Tirar o preso da cela por um momento era a única opção dos guardas, pois se falassem suas pretensões ao diretor jamais acreditaria no poder de cura de um cruel assassino, então a solução seria levá-lo até sua esposa. Quando eles chegaram, o diretor não acreditou na história, mas acabou deixando todos entrar devido a vergonha da obcenidade de sua mulher, ela não parava de desenterrar palavrões insconscientemente devido ao tumor cerebral.

Coffey engoliu a fumaça da mulher salvando-a, mas não espeliu a fumaça negra como fez com Paul e o rato do francês. O preso foi levado à cela carregado, pois não conseguia andar devido a fumaça que ele ingeriu e a tosse que não parava. Logo após, os guardas soltaram o funcionário impiedoso e Coffey conseguiu agarrá-lo e espeliu a fumaça negra que estava em sua boca na boca do guarda, esse começou a passar mal. O jovem Billy The Kid outro condenado que estava em sua cela, adorava provocar o guarda impiedoso. Com a fumaça em seu corpo o guarda se descontrolou e acabou atirando e mantando Billy. Foi comprovado que o guarda não estava psicologicamente bem e acabou internado numa clínica para doentes mentais.

Billy era extramamente violento, deu trabalho para os guardas, quase matando um deles.
Paul andou pesquisando os crimes de Billy, como atentado violento ao pudor. Em uma dessas pesquisas descobriu que o jovem esteve próximo a região em que Coffey foi pego em flagrante com as duas meninas nas mãos, ele gritando e chorando. Paul teve grande sucesso com as pesquisas, pois descobriu que o verdadeiro assassino das gêmeas foi Billy, que Coffey estava com as meninas em suas mãos para tentar salvá-las, mas já era tarde, elas já estavam mortas, por isso o grito de desespero o choro. Quando ele foi pego em flagrante ele não sabia explicar o que estava fazendo alí, não sabia de onde vinha, e foi comprovado por testemunhas que já moraram perto de Coffey que ninguém sabia nada a respeito dele. Paul não teria sucesso em provar a inocência de Coffey, teria que reabrir o processo, e tentar juntar provas que não conseguiria devido a região racista do local do crime. Então Coffey foi condenado a cadeira elétrica.

No asilo Georgia Pines, Paul escreveu sua história de vida no corredor da morte para uma namorada idosa que ele tinha, que lembrava muito sua falecida esposa. O funcionário do asilo lembrava muito o guarda impieodoso do presídio de Cold Mountain. Ele perseguia Paul, o maltratando. Queria descobrir onde ele ía todos os dias de manha, e sua resposta era sair para uma caminhada no bosque. Ele só mostrou o segredo a sua namorada; o ratinho do condenado francês, de quem ele cuidava, já velho como ele, que na teoria de Paul os dois ainda continuam vivos graças as mãos milagrosas de Coffey, que prolongaram suas vidas.



"À Espera de um Milagre", seu título original "O corredor da morte", esse publicado em seis volumes, fazendo os leitores ficar na espectativa sobre a história de Edgecombe.

Stephen King nasceu em 21/09/1947. Seu pai desertou a família quando Stephen tinha dois anos. Foi criado com seu irmão adotivo pela mãe. Quando criança presenciou a morte de um amigo que ficou preso na ferrovia e atropelado por um trem, onde muitos dizem que isso o inspirou a escrever as obras, Stephen descarta essa idéia. E já na escola escrevia hitórias de horror, onde os professores os proibiam. Se formou em Inglês na Universidade do Maine, e lecionou na Academia Hampden de Meine. Começou escrevendo para um jornal estudantil e mais tarde teve uma coluna numa revista masculina. Seu primeira obra de grande sucesso foi "Carrie", onde não iria dar continuidade, foi encorajado por sua esposa a terminar o livro, que lhe rendeu muito dinheiro com os direitos autorais.

Mais sobre Stephen King no post de 16/06/2004.
enviada por Deia



17/09/2008 23:45



Foi entregue para João Ubaldo Ribeiro por uma senhora, um gravador contendo relatos arrebatadores de uma vida sexual intensa e prazerosa, e coube ao baiano editar essa gravação.

Mas muitos leitores se perguntam se essa senhora realmente existe, ou se a gravação é verdadeira, não serão idéias do próprio autor, usando a imagem de uma senhora para narrar essa picante historia sexual?

Mistérios a parte, a obra “Luxúria – A Casa dos Budas Ditosos”, é para se deleitar na narrativa devassa, seja lá de quem for a experiência.

“Enquanto ela dá um gemido abafado, entre a dor e o prazer da fêmea, ele a penetra com um só impulso vigoroso, abre-lhe mais as pernas, inicia um movimento de vai-e-vem profundo e, finalmente, entre gemidos de gozo, derrama-lhe nas entranhas o morno líquido vital, sem o qual ele não é nada, ela não é nada.”

Mais sobre João Ubaldo Ribeiro, no post de 05/09/2006.
enviada por Deia



27/08/2008 08:52



Esse post contém spoiler (Imperatriz Orquídea, da autora Anchee Min).

Uma mulher no poder da China? Sim, Tzu Hsi, foi a imperatriz chinesa de 1861 a 1908. Muitos acreditam que ela chegou ao poder por meio de sexo e assassinatos.

A verdadeira história da famosa imperatriz é contada por Anchee Min, no seu romance histórico “Imperatriz Orquídea”, através de muitas pesquisas que a autora realizou.

A manchu Tzu Hsi, foi uma das concubinas do imperador Xianfeng. A bela Tzu Hsi, aos 17 anos se candidatou a primeira esposa, mas foi escolhida à tornar-se uma das várias concubinas. No começo todas elas lutavam pela atenção do imperador, cada uma morava em locais diferentes próximo ao palácio. E cada dia uma recebia a visita dele. Tsu sempre amou o imperador, e para prendê-lo ao seu lado, com a ajuda de seus eunucos, fez um curso de sedução, aprendeu sobre sexo. O imperador passava várias noites com ela, provocando o ciúmes das outras concubinas, sua esposa e até mesmo de sua mãe.

Em 1856, nasceu o único filho homem do imperador e justamente com Tzu Hsi. Além de amá-la, ele tinha mais um motivo para passar mais tempo com ela, o futuro imperador da China, Tongzhi.

Xianfeng estava ficando cada vez mais doente, não tinha mais forças para ler os documentos do governo, quem o ajudava era Tzu. A doença do Imperador se agravou tanto que era ela quem tomava as decisões por ele. Ele acabou morrendo, e seu filho colocou-se no poder com apenas cinco anos. Houve várias intrigas políticas, pessoas querendo tomar decisões pelo seu filho, mas ela sempre esteve por trás do poder, graças aos seus fiéis eunucos que lhe traziam informações se portando como espiões. Aos 19 anos Tongzhi falece, e o poder chinês fica nas mãos de Tzu Hsi.



A autora Anchee Min, nasceu em Xangai em 1957. Foi para os EUA em 1984. Sua obra Red Azalea, autobiográfico, foi eleito o livro do ano em 1994 pelo New York Times.

enviada por Deia



20/08/2008 11:29

Sabe aquelas perguntas como: por que a bússola só aponta para o norte, ou como a Lua influencia na maré, do que é feito o Sol, qual a diferença entre mar e oceano?

Todas essas respostas e outras curiosas estão em “A Mais Bela História da Terra – as origens de nosso planeta e os destinos do homem”, conta como se formou o universo, a nossa Terra, as nossas origens e nosso fim, será que a Terra existirá no futuro?

“A palavra planeta tem sua origem no grego antigo e significa vagabundo(vagar).... Tudo gira em torno de tudo. Tudo se afasta de tudo....”

Quem nos explica sobre as enigmáticas existências de nosso universo e tudo que há na Terra são: André Brahic, Paul Tapponnier, Lester R. Brown e Jacques Girardon.

André Brachi, descobriu os anéis de Netuno, em 1984, e também os novos satélites em volta de Saturno. É astrofísico, professor da Universidade de Paris VII, e dirige o grupo de pesquisa Gamma-Gravitation. É membro da Equipe de Imagem da sonda Cassini-Huygens (a respeito de Saturno), e participou da Voyager com a NASA. Passa sua vida entre a França, EUA e o espaço.

Paul Tapponnier é geológo e diretor do departamento tectônico do Instituto de Física do Globo de Paris. È o maior especialista do mundo referente à colisão de continentes. Vai do extremo do mundo ao outro para investigar falhas, terremotos, vulcões.

Lester R. Brown é agrônomo, antigo analista do Ministério da Agricultura dos EUA, que publica todo ano “O Estado do Mundo”, um check-up do planeta. Estudando sobre a atmosfera, o efeito da pouluição, a erosão e agricultura em diversos países, os lençóis subterrâneos, e as decisões econômicas e políticas sem agredir nosso planeta.

Jacques Girardon é jornalista e foi ele quem montou uma bela entrevista com os três estudiosos, resultando nessa obra espetacular sobre nossa Terra.

enviada por Deia



28/07/2008 12:32
“Quatro longos meses ainda nos separam do Ano da Besta e ela já está aqui. Sua sombra vela nosso peito e as janelas das nossas casas. À minha volta, as pessoas não sabem mais falar de outra coisa. O ano que se aproxima, os sinais promonitórios, as predições... À vezes eu me digo: que venha! Que esvazie por fim seu alforje de prodígios e calamidades! Depois mudo de idéia, volto na memória a todos aqueles bons anos habituais em que cada dia se passava na espera das alegrias da noite. E maldigo com todas as forças os adoradores do Apocalipse.”



A obra “O Périplo de Baldassare”, de Amin Maalouf é ambientado no ano de 1665, passando por Esmirna, Lisboa, Londres e Constantinopla. O personagem Baldassare Embriaco percorre desde a Europa até o Oriente, atrás de um livro que deixou escapar de suas mãos, que ganhou de um pobre velho. Esse livro é considerado um mito, ele contêm a centésima palavra divina do Alcorão. Seus pensamentos se deparam com o que mais se comentam no momento, o Apocalipse, pois eles estão vivendo alguns meses antes de 1666, o ano considerado o Ano da Besta.

Baldassare é dono de uma loja de curiosidades muito famosa em Gibelet, atual Djebail, no norte de Beirute, conhecida no mundo inteiro. Decide deixar sua loja para reaver seu livro sagrado, e nessa jornada ele se depara com personagens muito curiosos, desde padre a profeta judeu. Seu caminho é sofrido, enfrentando desilusões, a jornada é narrada por Baldassare num diário. Mas para amenizar sua dor ele encontra em seu caminho um amor.

Amin Maalouf nasceu no Líbano em 1949.
Foi repórter durante doze anos, realizou projetos em mais de 60 paíes. Ganhou o prêmio “Prix des Maisons de la Press” com a obra “As cruzadas vistas pelos árabes”, e também o prêmio “Goncourt 1993” pela obra “O rochedo de Tanios.”
Amin vive na França desde 1976.

enviada por Deia



17/07/2008 13:23

Minhas loucuras te procuram, meus desejos me incomodam.
Quero seu corpo, te usar, numa fúria de prazer.
Preciso, desejo, morrerei com essa insanidade, desse prazer.
Sinta o calor, minhas paixões escorrendo de minhas pernas.
Meu coração batendo num ritmo frenético.
Minha razão descontrolada.
Venha se perder nesse eterno deleite de sensações, luxúria.
Minha alma perdida de vontades, deixe-me sentir sua rispidez, me descontrolar por cima de ti.
Liberte minha paixão insana na sua virilidade.

(XIII-IX-VI)
enviada por Deia



26/06/2008 09:17


Esse post contém spoiler, “O Retrato do Sr. W.H.” e “O Retrato de Dorian Gray”.

O Retrato do Sr. W. H. do polemico e lendário Oscar Wilde, foi estudado por vários especialistas em literatura, pois afinal quem seria o Sr. W. H.?
Pelas características desse personagem, trata-se de um belo jovem entre 18 e 20 anos de idade, Henry Wriothesley, conde de Southampton, mais conhecido como o patrono de William Shakespeare.

E na mesma época em que O Retrato do Sr. W. H. foi lançado, Shakespeare criou um soneto dedicado à um certo Sr. W.H.

Estudiosos dizem que esse soneto de Shakespeare foi trocado os pronomes masculinos pelos femininos, apagando-se qualquer especulação sobre sua sexualidade.

A obra relata a pintura de um quadro do Sr. W.H.

A obra ficou 50 anos desaperecido, sendo recuperado totalmente apenas em 1973. Pois Wilde teve os direitos de suas obras leiloados, após ser preso por 2 anos, por ter sido acusado de corrupção de um menor.

O Retrato do Sr. W. H.”, foi considerado um rascunho para a famosa obra “O Retrato de Dorian Gray”.



O Retrato de Dorian Gray, narra o narcisismo do belo jovem Gray de 20 anos, que é pintado por Basil Hallward que se apaixona por ele. O pintor tinha um amigo, Lorde Wotton, que fez Dorian refletir sobre suas atitudes. Após o quadro pronto, Gray se depara com a realidade, ele é realmente lindo, mas sua beleza não é eterna, ele daria sua alma pela juventude e beleza.

Dorian apaixona-se por Sibyl, uma atriz famosa por suas representações teatrais. Ele convida seus dois amigos, Basil e Wotton para assistirem a peça, mas Sibyl representa muito mal, pois toda a dedicação da moça se dá por seu amor à Dorian, e não mais a sua qualidade de representar, e isso faz o rapaz desapaixonar-se por ela.

Quando Dorian chega em casa, encontra o retrato alterado, então ele percebe que o quadro reflete sua alma, e sai para pedir desculpas a Sibyl, pois assim a pintura voltaria ao normal, mas já era tarde, ela cometeu suicídio.

A partir daí, Dorian viveu da pior maneira possível, cometendo atos ruins, matou seu amigo Basil à facadas quando descobriu o que estava acontecendo com Dorian. E o quadro se alterava cada vez mais, tornando uma figura monstruosa, gotejando sangue das mãos da imagem.

Aos 40 anos, amaldiçoou sua beleza e mocidade, tentou mudar, praticava atos de bondades. O quadro estava escondido num quarto, até que um dia revolveu olhar a pintura, mas apesar de suas atitudes boas, o quadro estava mais horrível. Então resolveu destruí-lo com a mesma faca que matou Basil, trespassou o retrato. Os criados ouviram um grito, e quando entraram no quarto, viram a belíssima pintura na parede, e no chão, um corpo com uma faca cravada no peito, que só pode ser reconhecido sendo Dorian por causa dos anéis.
A vida de Wide foi bastante tumultuada, sempre causou polêmicas por sua idéias, obras e atitudes.



Wilde (Oscar Fingal O´Flahertie Wills Wilde) é irlandês, nasceu em Dublin em 16 de outubro de 1854 e faleceu em Paris dia 30 de Novembro de 1900. Foi criado por uma família protestante, estudou em Oxford. Morando em Londres, foi criticado por sua vida considerada extravagante.. Em 1883 foi para Paris entrando para o mundo literário.

Na Inglaterra casa-se com Constance Lloyd, existe uma obra em que ela narra a paixão de um rapaz por uma moça, mas desapaixona-se por ela depois que ela fica gorda e feia após a gravidez (minha paixão se foi com a sua beleza). Conta-se que sua inspiração foi sua mulher. Teve dois filhos com Constance.

Em 1985, foi condenado a dois anos de prisão, por cometer atos imorais com diversos rapazes. Quem o levou a prisão foi o pai do Lorde Alfred Douglas, cujo apelido era Bosie, que dizia ser o suposto amante de Wilde.

Após sua prisão, sua vida fananceira decaiu, junto com sua saúde. Morreu de meningite, agravado pelo álcool e sífilis.
enviada por Deia



30/05/2008 09:35


Esse post contém spoiler, “Cruzada em Jerusalém”, de Cecelia Holland.

Ano de 1.187, Cristianismo e Islã, o conflito na Terra Santa. Esse é o cenário de “Cruzada em Jerusalém”, de Cecelia Holland.

Ranulfo Fitzwilliam o templário no meio dos jogos políticos ente a coroa e a igreja, se apaixona por Sibila, a futura herdeira e irmã do leproso rei de Jerusalém. O santo guerreiro é estratégico, experiente e brilhante em batalhas, sempre carregando consigo a fé que acobertou sua maldade e imundice do passado, foi guiado por Deus a abandonar os pecados de sua consciência, seguindo e devoto à Ele, sendo fiel ao seu voto de castidade.

O templário toma conhecimento do caso amoroso proibido de um cavaleiro do templo com o sobrinho do sultão Saladino, o inimigo do rei. Ranulfo se aproveita desse conhecimento para traçar as melhores estratégias para conseguir a vitória dessa Cruzada.

Mas os planos do nobre guerreiro não se deram por concluídos.

“Ranulfo tornou a levantar os olhos para o céu resplandecente. Foi tomado por uma alegria indescritível. Sabia que estava prestes a se transformar. Como uma carga de pedra, o fardo de sua vida escorregou de cima dele. Nunca antes se dera conta de como sua vida o prendia ali embaixo. Sentiu-se leve como o ar, já levantando vôo.”

Sibila sentiu-se arrasada, sentiu-se culpada pelas mortes dos templários, ela que nunca se interessou pelos assuntos das mulheres, queria governar, aprendeu com o irmão as tarefas de um rei, mas foi contra ele quando escolheu um pretendente para que ela pudesse se casar. Sibila casou-se com o homem que ela mesma escolheu, brigou com o rei, que desejou nunca mais vê-la, mas ele concedeu à ela uma parte das terras para que ela pudesse governar, ela foi soberana sobre seu marido, irritando muitos.

O rei muito doente, sendo cuidado por Ranulfo, consegue receber a visita da irmã que sai escondida de sua terra com a ajuda do templário.

Houve o conflito, mesmo com a vitória de Saladino, o rei foi poupado.

Sibila destruiu tudo que amava, perdeu Ranulfo, o grande amor de sua vida, e sua cidade, Jerusalém estava perdida.

Ceceli Holland nasceu em 31/12/1943 em Henderson, Nevada. Começou a escrever aos 12 anos de idade. Nas horas vagas, por 2 horas ensina a arte de escrever na prisão Pelican Bay State, em Crescent City, Califórnia. É casada em tem 3 filhas.

enviada por Deia



20/05/2008 10:07



Desejos transbordando de meu corpo.
Você me pedindo a alma.
Minhas mãos te perseguindo, te tirando a razão.
Palavras sussurradas em seu ouvido.
Você me pergunta porque sou tão má, mas são meus olhos querendo a resposta.
Vontades atormentando minha alma.
Ninguém consegue ficar parado.
Meus cabelos caindo em seu rosto, enquanto tento controlar minha inquietação.
Estamos sendo torturados por um medo incerto.
Vontades sendo atormentadas por uma falta de resposta.
(XV-VI-VI)
enviada por Deia



30/04/2008 07:21
Ainda sinto você,
o brilho emanando de sua alma,
você não pode fugir.
Tente sorrir, sua alma não consegue,
finja pra você mesma.
Seu prazer está em meus braços,
minta pra você mesma.
Seus sonhos são meus.
Seus passos tentam fugir de mim,
mas sua alma me chama.
Na madrugada sinto seus desejos,
vôo até você, e te sinto sobre os lençóis.
O prazer que você sente sou eu!!
(XVI-II-VI)
enviada por Deia






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